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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nobel de Química diz que ciências têm de estimular matemática




Ele levou o Prêmio Nobel de Química em 1996 por descobrir uma nova molécula composta por 60 átomos de carbono. Desde 2007, porém, o inglês Harold Kroto, 71, tem se esforçado para fazer com que professores e alunos do mundo todo se interessem mais pelas ciências.

Kroto é criador do Geoset (Global Educational Outreach for Science Engineering and Technology), um programa que utiliza a internet para o ensino de ciência, engenharia e tecnologia (geoset.fsu.edu) e vinculado à Universidade do Estado da Flórida (EUA).

Para ele, a melhor forma de avançar na educação é com as ideias de outros professores. Kroto prepara suas apresentações online em um pequeno estúdio na universidade, onde ele ainda leciona. No site do programa, há também material original de cientistas de todo o mundo, incluindo de vários colegas premiados com o Nobel.

"A Enciclopédia Britânica foi a melhor fonte por muito tempo. Mas não é nada comparado ao que você pode aprender agora acessando a internet, a Wikipedia, o Google e mesmo o YouTube. É a maior revolução de nosso tempo. Foi criado algo novo. Eu chamo "o mundo GooYouWiki", diz.

Kroto afirma que o trabalho no Geoset permitiu resgatar seu amor pelas artes e pelo design gráfico e incorporá-los ao ensino. Ele tem desenvolvido parcerias com universidades no Japão, Índia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra.

O Geoset também apoia um projeto de educação on-line do físico brasileiro Alexandre Leoni Fonseca, o Landau Global (landauglobal.co.uk), que visa a despertar o interesse dos jovens para carreiras baseadas em ciência e tecnologia.

Mesmo depois de ter sido nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth II em 1996 e carregar agora o título de peso de "Sir", Harold Kroto prefere ser chamado simplesmente de Harry. A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha.

FOLHA - Por que é necessário melhorar as técnicas de ensino de ciências?

HAROLD KROTO - Embora seja uma verdade e um grande problema que os professores não estejam bem preparados, precisamos trabalhar com eles, porque isso é tudo que temos. Eles têm um trabalho muito difícil que é ensinar 30, 40 crianças em uma sala de aula onde cada aluno é diferente do outro. É ridículo pensar que um bom professor pode ensinar um assunto a todos os alunos com diferentes interesses.

O que sr. propõe então?

Há muitas maneiras de resolver o problema. Mas para mim, a internet tem sido uma revolução incrível, porque é uma excelente plataforma para capturar essas informações e, ao mesmo tempo, é uma ferramenta muito boa para melhorar as técnicas de ensino.

É o que vocês propõem no Geoset?

Sim, nós olhamos para os professores com boas ideias. Então colocamos essas ideias em vídeos na internet para que outros professores possam implementá-las ou melhorar as suas próprias aulas.

Por que tentar melhorar a educação só por meio dos professores?

Os professores vão continuar sendo, por muito tempo, a melhor rota para transmitir o conhecimento. Claro que sempre haverá crianças que podem aprender sozinhas, mas a maioria precisa de guia para fazê-lo.

No Brasil, metade dos estudantes está "desconectada", e as escolas brasileiras estão entre as piores em relação ao contato dos alunos com a tecnologia. Como reverter essa situação?

Esse é um problema complexo e que a solução não está necessariamente na internet. Nosso objetivo é manter as crianças motivadas pela escola, o que pode ser associado ou não à tecnologia. Queremos catalisar o entusiasmo dos estudantes.

Mas ainda há muita diferença no que é feito nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento, como o Brasil...

A China e a Índia estão trabalhando duro para estimular as crianças inclinadas à ciência e tecnologia. Nessas grandes nações, jovens escolhem essas áreas porque as vêem como uma forma de sair da pobreza, uma vez que é altamente provável encontrar trabalho relacionados a elas. Agora, é claro, se você não tem emprego para oferecer para as pessoas que se especializam em ciência ou tecnologia, os jovens não vão estudar essas áreas.

Por que é tão difícil ensinar e aprender sobre ciência?

Um dos problemas para tornar essa aprendizagem eficiente na escola é fazer com que os alunos entendam que é preciso saber matemática. É a linguagem da ciência. Se eu não falo nem entendo português, dificilmente conseguirei compreentender a cultura brasileira. Se não sabemos usar a matemática, é impossível entender em profundidade as ciências. 

Matéria original

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uso ilegal de gás pode ter provocado explosão no Rio

Uso ilegal de gás pode ter provocado explosão no Rio

O estoque clandestino e o uso ilegal de cilindros de gás foram as prováveis causas da explosão que matou três homens, feriu 17 pessoas, sendo que deixou três em estado grave, na manhã de hoje, no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro. O impacto quebrou janelas até o 9º andar do edifício Riqueza. O deslocamento de ar projetou um dos corpos por 35 metros.
A tragédia ocorreu às 7h21, depois que os funcionários tentaram sem sucesso controlar um vazamento de gás. O tremor foi sentido em outros prédios e levou pânico aos hóspedes de um hotel da cadeia Formula 1, vizinho ao restaurante.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, o condomínio do edifício Riqueza foi notificado sobre a proibição do uso de gás em agosto de 2010. Ele mostrou um laudo com o parecer de que 'a edificação não foi aprovada para a utilização de gás combustível seja sob a forma de cilindro de GLP ou canalizado, não sendo admitido abastecimento de qualquer tipo de gás combustível sem a prévia autorização da DGST (Diretoria Geral de Serviços Técnicos)'. No entanto, o restaurante continuou funcionando da mesma forma.
O presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury, disse que há um mês compareceu a uma reunião no restaurante e viu botijões no local. A CEG, concessionária de fornecimento de gás do Rio, informou que desde 1961 não abastecia o prédio por falta de estrutura do local. Após a explosão, os bombeiros recolheram três botijões de gás de 13 litros. Funcionários revelaram que o fogão era abastecido por uma bateria de cilindros de gás interligados, que tinham apresentado vazamento na última terça-feira.
O atendente Renato Fiel afirmou que o equipamento de gás do restaurante era operado de forma precária. Segundo ele, os seis cilindros de grande porte ficavam no subsolo do estabelecimento, onde os funcionários trocavam de roupa antes e depois do expediente. 'Quem ficava responsável por mexer nos cilindros de gás era o próprio cozinheiro. Por isso aconteceu o que aconteceu', disse.
O proprietário do Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, de 47 anos, que pode ser indiciado por homicídio culposo, foi internado em estado de choque no Hospital Quinta D''Or e não comentou a tragédia. O advogado do restaurante, Bruno Castro, informou que a empresa vai prestar toda a assistência necessária às vítimas da explosão e que foram contratados peritos particulares para investigar as causas do acidente.
A funcionária do Filé Carioca, Michelle Medeiros Santos, de 29 anos, esteve no restaurante momentos antes da explosão. 'Cheguei às 7 horas e o seu Antônio, o cozinheiro, pediu que eu saísse e não deixasse ninguém entrar, mas entrei com ele e senti um forte cheiro de gás. Havia dois outros rapazes lá dentro. Um era Egídio e tinha outro menino que não sei o nome. Saímos todos, mas eles ficaram na porta. Eu andei e pouco depois ouvi a explosão', contou. Ela ainda teve que identificar os dois colegas mortos.

Fonte: MSN.COM

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aldeido Fenol

GRANDES PERSONAGENS DA NOSSA QUÍMICA

Aldeido Fenol(*1920 +1974)

Filho bastardo da ligação covalente de um gás nobre e uma substância pura, que não soube usar a tabelinha periódica. Aldeido Fenol ficou conhecido por seu temperamento explosivo, já que costumava provocar reações eletrolíticas sempre que alguns maus elementos, ou metais da pesada, como o trio Bismuto(Bi), Irídio(Ir) e Tálio(Ti), discordavam dele.

Empresário de sucesso, era conhecido como o "rei da segunda via" por causa da enorme quantidade de complexos de carbono que vendia em escritórios e repartições. Mas com o advento da xerox, Aldeido foi à bancarrota e conheceu a miséria.

Em situação deplorável, teve que se sujeitar a tudo, tendo, inclusive, entregado seu anel benzênico a diversos elementos, como os famigerados Paládio(Pd), Molibdênio(Mo) e Cádmio(Cd), que não dispensaram a oportunidade de meter-lhe o Ferro(Fe). Comenta-se que até o Titânio Arnaldo Antunes e o eterno craque rubro-negro Zinco estiveram naquele Cu(Cobre). O contato com metais de transição, que jamais desejaram uma ligação estável, fizeram de nosso saudoso Fenol, uma figura insípida, inodora e incolor. Aldeido vivia na maior água.

No início dos anos 70, enveredou pelo caminho das drogas, cheirando polímeros e fazendo uso de um acido de alto teor PH que tirava todos os seus neutrons de órbita. Desempregado, nas CNTP vivia em estado sólido, mas mesmo duro, Aldeído não conseguia abandonar o vício, queimando suas parcas economias ao vender as suas últimas propriedades químicas.

Numa triste tarde de outubro, Aldeido foi preso e levado para uma cadeia molecular de segurança máxima. Lá recebeu a pressão de um vapor, que havia lhe adiantado uns compostos orgânicos. Depois de uma acalorada (+ ou- 360 Fahreinheit) discussão, o marginal partiu para a violência e, usando sua massa molecular, trucidou o pobre Aldeido Fenol, que não teve tempo nem para uma simples reação iônica.

domingo, 1 de maio de 2011

Planeta pode se recuperar de aquecimento em 40 mil anos

Estudiosos da Universidade de Purdue, em Indiana, descobriram recentemente que a Terra pode se recuperar do aquecimento global em um espaço de tempo menor do que o calculado anteriormente. Mas isso pode não ser necessariamente uma boa notícia para a população atual, já que, segundo os pesquisadores, o período de recuperação estimado é de 40 mil anos.O trabalho, liderado pelo professor de ciências terrestres e atmosféricas Gabriel Bowen e publicado na última edição da Nature Geoscience, analisou os níveis dos isótopos carbono-12 e carbono-13 em sedimentos de rocha depositados no solo há 46 milhões de anos, quando o planeta passou por um evento climático que aumentou a temperatura da Terra em cerca de 5°C.
“Durante esse evento pré-histórico bilhões de toneladas de carbono foram lançadas no oceano, na atmosfera e na biosfera, causando um aquecimento de aproximadamente 5°C”, garantiu o cientista. Ele afirma que o evento tem muitas características em comum com o atual aquecimento. “Isso é uma boa analogia com o carbono liberado atualmente a partir dos combustíveis fósseis”.
De acordo com o estudo, calcula-se que o aquecimento global ocorrido nesse período pré-histórico durou cerca de 170 mil anos. Na pesquisa, o professor e seus colaboradores defendem que enfrentando altos níveis de dióxido de carbono na atmosfera e a elevação da temperatura, o planeta de alguma forma aumentou sua capacidade de absorver o CO2 do ar.
Bowen assegurou que a recuperação foi mais rápida do que a que cientistas criam anteriormente. “Nós descobrimos que mais da metade do dióxido de carbono adicionado foi absorvido da atmosfera em um período de 30 mil a 40 mil anos, o que é um terço do tempo que se pensava antes”, observou.
Mas o cientista alerta que assim mesmo o período de tempo é muito longo, de “dezenas de milhares de anos”. Há 20 anos, pesquisadores já tinham conhecimento do evento pré-histórico, mas como o sistema se recuperou e como a atmosfera retornou ao normal ainda é um mistério. “Nós ainda não sabemos exatamente para onde este carbono foi, mas evidências sugerem que foi uma reação muito mais dinâmica do que os modelos tradicionais mostram”.
“Nós precisamos descobrir para onde o carbono foi há milhares de anos para saber aonde ele poderá ir no futuro”, acrescentou o professor. “Essas descobertas mostram que a reação da Terra é muito mais dinâmica do que nós pensávamos e ressalta a importância das retroações no ciclo de carbono”.

Publicado originalmente em: Carbono Brasil "A energia da Natureza"

terça-feira, 29 de março de 2011

Cientistas criam água em pó!

Produto em pó pode ser útil na absorção de gases que causam o efeito estufa!

agua mineral Tecnologia: cientistas criam água em pó!
Cientistas da Universidade de Liverpool apresentaram hoje o que parece uma contradição, mas é um grande invento: a água seca. Cada molécula do produto contém a fórmula da água convencional (H20) revestida por uma camada sílica. No total, o produto é feito com 95% de água.

Segundo o Daily Mail, a invenção é capaz de absorver gases nocivos ao ar, o que poderia ser útil no retardamento aquecimento global. O pesquisador responsável pela água em pó também afirma que a descoberta acelera a reação entre hidrogênio e ácido málico, que cria um outro ácido muito usado na indústria farmacêutica.

Mas, afinal, do que se trata?

Os cientistas explicam que a substância ficou conhecida como água seca porque ela consiste em 95 por cento de água e, ainda assim, é um pó seco.

Cada partícula do pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada – a sílica, ou óxido de silício, é o principal componente da areia de praia. O revestimento de sílica impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido.O resultado é um pó fino, com propriedades que o tornam capaz de absorver grandes quantidades de gases, que se combinam quimicamente com as moléculas de água para formar o que os químicos chamam de hidrato.

Apesar de parecer estranha, a água seca, ou água em pó, não é algo novo. Na verdade, ela foi criada em laboratório em 1968, mas a dificuldade de fabricação manteve-a restrita a uma curiosidade científica. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também no Reino Unido, resolveram estudar sua estrutura e chegaram até aqui.

E pra que ela serve, afinal?

Mas o pó brilhante, parecido com açúcar, parece promissor para uma série de outros usos. Por exemplo, na química verde, como um componente mais ambientalmente amigável para acelerar as reações químicas utilizadas para fabricar inúmeros produtos.

pilula 300x191 Tecnologia: cientistas criam água em pó!

Já imaginou comprar agua assim?

A técnica de fabricação da água em pó também poderá ser utilizada para acondicionar e transportar líquidos industriais perigosos, que poluem o meio ambiente e causam grandes transtornos quando acontecem acidentes com vagões e caminhões que os transportam.

“Não há nada parecido como ela,” disse Ben Carter, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, ao apresentar a água em pó durante a reunião da Sociedade Norte-Americana de Química. “Mas temos esperanças de ver a água seca fazendo grandes ondas no futuro.”

Publicado originalmente em 24/03/2011

Fonte: http://naoacredito.blog.br/2011/03/tecnologia-cientistas-criam-agua-em-po/


segunda-feira, 28 de março de 2011

As consequências de um acidente nuclear

imagemPrimeiro, o terremoto. Depois, o tsunami devastador e ainda, o medo do que não dá pra ver: a radiação nuclear. As explosões nos reatores da usina de Fukushima 1, no nordeste do Japão, assustaram o mundo. Três tipos de radiação podem ser liberados no meio ambiente em acidentes em usinas nucleares. Existem as partículas alfa, que geralmente não conseguem ultrapassar a pele de uma pessoa. são praticamente inofensivas. Já as partículas beta são capazes de atingir cerca de um centímetro na pele e podem causar queimaduras.

Os raios gama são os mais perigosos. Atravessam o corpo e deformam as células, podendo levar a vários tipos de câncer. Este é o grande temor de quem vivia perto das usinas nucleares no Japão.

“Houve um colapso das comunicações, um colapso da área de transporte, das estradas, dos serviços públicos, então a remoção foi feita em condições difíceis, mas foi uma decisão acertada e feita no tempo certo, o que salvou várias vidas”
, diz o engenheiro nuclear da COPPE UFRJ, Aquilino Senra.

A radiação – em casos de grande vazamento – pode contaminar a água, o solo, os animais, tudo o que é vivo. Se um animal come o pasto contaminado e depois comemos a carne desse animal, estamos trazendo a radiação para dentro do nosso corpo.

Ao explodirem, contaminam tudo em um raios de até 100 mil km quadrados e continuam matando por mais de 100 anos, nada que o homem constrói existe 100% de confiabilidade, qualquer local contaminado pode levar milhares de anos para se recompor.

O iodo vai para a tiróide, daí se distribuir iodo em quantidade para as pessoas tomarem e saturar a absorção da tiróide, o iodo radioativo que vier da contaminação na entra mais”, explica o físico da COPPE UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.

Infelizmente as autoridades não divulgam a realidade de uma catástrofe como essa que está ocorrendo no Japão, abaixo imagens das consequências dos acidentes nucleares de Hiroshima a curto e longo prazo.
Acidente em Fukushima é nível 6 e prédio do reator 2 já não é hermético

O acidente nuclear na usina japonesa de Fukushima é de nível 6 (num total de 7) e a construção em torno do reator número 2 já não é hermética, anunciou nesta terça-feira a Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN).

“O fenômeno adquiriu um alcance muito diferente do de ontem (segunda-feira). Está claro que estamos num nível 6″, afirmou André Claude Lacoste, presidente da ASN (organismo independente).

Lacoste afirmou ainda que o prédio de contenção do reator número 2 de Fukushima também já não é hermético.

Na véspera, Lacoste afirmou que o acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobil.

“É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil”, acrescentou.

No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.

Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobil, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um “acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde”.

O nível 6, ou “acidente grave”, se refere a um “vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas”, e o nível 5, um “acidente com vazamento limitado”.

Abaixo imagens das consequências dos acidentes nucleares de Hiroshima a curto e longo prazo.

A seguir você verá imagens que podem ser fortes para algumas pessoas, veja por sua conta e risco:  para visualiza-las clique no botão MAIS INFORMAÇÕES logo abaixo:
Créditos desta postagem: Gamevicio.com.br  (Publicado na página original em 19 de março de 2011).

domingo, 27 de março de 2011

Um ano inteiro de Química.


A ONU escolheu 2011 para celebrar o Ano Internacional da Química. Saiba o que vai ser feito no Brasil para comemorar a data e divulgar essa ciência.

A química pode até passar despercebida em nosso dia a dia, mas ela está presente em tudo ao nosso redor e, inclusive, em nós mesmos. Agora essa ciência ganha destaque especial: 2011 foi escolhido o Ano Internacional da Química (AIQ), lançado oficialmente no Brasil ontem (23/03) na Academia Brasileira de Ciências, no Rio de Janeiro.

A data, comemorada por todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), marca o centenário da concessão do Prêmio Nobel a Marie Sklodowska Curie, cientista polonesa que descobriu o rádio e o polônio. Em todo o mundo serão realizadas iniciativas com o objetivo de celebrar as grandes descobertas da química e divulgar a sua importância, principalmente entre os jovens.

No Brasil, o AIQ ganhou o slogan ‘Química para um Mundo Melhor’ e é coordenado pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ). Segundo o presidente da instituição, o químico Cesar Zucco, um dos principais objetivos do evento é mostrar que essa ciência é parte do nosso cotidiano.

“A química desempenha papel fundamental tanto entre as ciências da natureza quanto em nosso dia a dia”, diz Zucco. “Sem ela, algumas conquistas espetaculares nunca teriam acontecido, como os avanços no tratamento de doenças, a exploração espacial e as maravilhas da tecnologia.”

Já estão programadas atividades e projetos para todo o ano. “Serão 365 dias de química que, no final, vão resultar no perfil da química brasileira”, afirma Claudia Rezende, coordenadora do AIQ no Brasil e professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Química na rede

Para divulgar o evento, foi criado um portal na internet que reúne diversos materiais para o público interessado em química, como entrevistas com pesquisadores e uma seção chamada Molécula do Dia, que traz informações curiosas sobre as mais variadas substâncias químicas.

Para divulgar o evento, foi criado um portal na internet que reúne diversos materiais para o público interessado em química

O portal também traz conteúdo produzido especialmente para alunos e professores. Há uma seção destinada à divulgação de projetos de ciências submetidos por escolas e está disponível gratuitamente o livro virtual A Química perto de você, um guia de experimentos de baixo custo para alunos dos ensinos fundamental e médio.

A SBQ criou ainda uma página direcionada a crianças, o QuiD+, que conta com jogos educativos, curiosidades sobre ciências e notícias sobre as novidades da química em linguagem jovem.

Atividades, exposições e concursos

Um dos temas de discussão do AIQ é a água. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou o Experimento Global da Água, projeto que vai distribuir kits de medição de Ph, salinidade e pureza da água entre diversas escolas e instituições de divulgação da ciência do planeta, inclusive do Brasil.

A ideia é que os estudantes meçam a qualidade da água das cidades onde moram e reportem os resultados à Unesco. Alunos dos ensinos fundamental e médio que fazem parte do Programa ReAção e do Projeto Crescer, ambos da empresa química Basf, foram os primeiros a receber o kit e já iniciaram a pesquisa.

“É um projeto sensacional, provavelmente o maior experimento químico coletivo já feito”, comenta Rezende.

Para divulgar a química ainda estão previstas diversas outras atividades. A partir de abril, o Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, vai abrigar a exposição Química no Cotidiano. A mostra reúne 20 painéis que contam a história e a importância da química nas áreas de energia, materiais, alimentos e saúde.

Também já está aberto o concurso A química através da câmera, que receberá fotos e vídeos de até um minuto que retratem substâncias, elementos e fenômenos químicos do cotidiano. Podem participar jovens de 14 a 25 anos e as inscrições vão até o dia 1º de agosto. Os vencedores ganharão viagens para conhecer os melhores centros de divulgação científica do Brasil.

Sofia Moutinho

Ciência Hoje On-line




sábado, 19 de março de 2011

Química Nova na Escola

Bom, já que Juscelia sugeriu um incentivo à leitura, venho idicar uma leitura indispensável a quem, como vocês, está fazendo Licenciatura em Química. É a revista Química Nova na Escola (QNEsc), uma revista da Sociedade Brasileira de Química que traz artigos sobre o ensino de Química, a formação do professor e tudo o que diz respeito a nossa profissão.

Observem que coloquei até um link fixo na barra de links do blog, junto com o endereço da UESB. Procurem sempre ler os artigos desta revista. Você vão ver como é bom!

A QNEsc é publicada quatro vezes ao ano, nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro e é possível fazer o download de todos os artigos no próprio site da revista. Então, não há dificuldades para se ter uma ótima leitura sobre o que precisamos aprender sobre nossa profissão.

Essa imagem é da capa da edição mais recente.

Fica a dica!

Profa. Alcione Torres

sexta-feira, 18 de março de 2011

Incentivo a leitura

Li um artigo que dizia que alunos da área de exatas tende a não terem atos pela leitura, achei super interessante, quando ele diz: "O ponto central que deveríamos ter em mente é: todos somos professores de leitura, independente da área e do nível de ensino." (Wilmo Ernesto Junior Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Com isso tive uma ideia: Poderíamos estar fazendo um projeto de leitura no nosso curso, seria da seguinte forma: para haver incentivo de leitura levaríamos para a sala de aula artigos, reportagens, poemas, mensagens, emfim o que despertasse o seu interesse em ler, pode ser ou não relacionado ao curso, e daí o aluno estaria dividindo esse conhecimento com a turma. Com isso estaria incentivando a leitura e acabando um pouco com a timidez (pra quem tem!).
É claro que isso seria de forma organizada, para não ocupar muito tempo da aula, selecionando 1 ou duas pessoas por aula, e isso também só será possível com a autorização e a aprovação da Profª Alcione Torres.
Acho que seria muito bom para nós " Futuros Químicos de sucesso"

Bjooos! :)

*Juscelia Pereira*